Tragédia evitada por pouco: três pessoas se afogam na Praia de Mamagaia, em Porto Seguro

O que poderia ter terminado em tragédia mobilizou banhistas, Corpo de Bombeiros e SAMU na tarde deste domingo (10), por volta das 15h, na Praia de Mamagaia, nas proximidades da Praça das Pitangueiras e do Hotel Shalimar. Três pessoas se afogaram em meio à forte correnteza, revelando uma preocupante ausência de estrutura de salvamento no local.

“Foram minutos de desespero”

Testemunhas relataram cenas de tensão e impotência enquanto as vítimas lutavam contra a correnteza.

“Acho que eles ficaram uns 20 minutos afastados. Lá não tinha socorrista nenhum, e a correnteza é muito forte. A gente ligou para a polícia para informar, mas ficaram pedindo mais detalhes em vez de agilizar o envio. Quando os bombeiros chegaram, tiveram que nadar cerca de 300 metros, sem jet ski nem nada. Foi horrível presenciar isso”, contou uma pessoa que estava na praia.

Resgate contra o tempo

O 6° Batalhão do Corpo de Bombeiros foi acionado pelo CICOM às 15h11 e chegou ao local cinco minutos depois. Ao chegarem, encontraram a primeira vítima já fora da água por conta própria e a segunda resgatada por um banhista.

A terceira vítima ainda estava no mar, sendo retirada pelos bombeiros CB BM Abreu e SD BM Gomes, que nadaram até ela, fizeram a clipagem com rescue tube e a rebocaram até a areia. Na praia, o SD BM Santos Silva iniciou o atendimento até a chegada do SAMU, composto pela médica Dra. Mariele, o enfermeiro Rafael e o motorista Tomich.

O trabalho rápido garantiu que as três vítimas fossem atendidas com vida. A ocorrência foi concluída às 15h36.

Falta de estrutura expõe risco constante

Embora o resgate tenha sido bem-sucedido, o episódio deixou claro que a Praia de Mamagaia, um ponto turístico de Porto Seguro, segue desprotegida. Sem salva-vidas fixos, sem postos de monitoramento e sem equipamentos como jet skis para atuação imediata, cada minuto perdido pode significar vidas em risco.

Especialistas alertam que, com a força das correntezas na região, a prevenção é a principal arma contra tragédias: respeitar os limites do mar, evitar áreas perigosas e não subestimar a força das águas pode salvar vidas.


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