Uma tentativa de fuga foi identificada e contida no início da semana no Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP) de Porto Seguro, no sul da Bahia. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (1º de dezembro) e mobilizou equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. A carceragem, que deveria abrigar apenas quatro pessoas, estava com 27 detentos, situação que acendeu um alerta sobre a superlotação e as condições precárias da unidade.
Agentes ouviram barulho dentro da cela
A ação foi descoberta depois que agentes da 1ª Delegacia Territorial perceberam ruídos semelhantes ao de uma serra vindos de dentro da cela. A Polícia Militar foi acionada para reforçar a segurança e auxiliar na inspeção.
Durante a revista, os policiais encontraram uma fissura aberta na parede de blocos de cimento, indicando que os detentos estavam tentando romper a estrutura para escapar. Nenhum preso conseguiu deixar a unidade.
Presos foram revistados e investigação foi aberta
Após a constatação da tentativa de fuga, todos os detentos foram retirados das celas, passaram por revista e foram realocados. A Polícia Civil abriu um procedimento para identificar os responsáveis pelo dano e apurar se houve participação de mais de um grupo dentro da carceragem.
Superlotação e histórico de tensão
A unidade opera muito acima de sua capacidade. O espaço, que comporta quatro presos, atualmente abriga quase sete vezes mais que o limite projetado. A superlotação tem sido apontada por servidores como fator de risco para fugas, rebeliões e episódios de violência.
Não é a primeira ocorrência envolvendo tensões no local. Em dezembro do ano anterior, seis presos atearam fogo na carceragem em protesto contra as condições precárias de infraestrutura. Na ocasião, o incêndio foi controlado sem feridos.
Autoridades acompanham o caso
A direção do DISEP e a Polícia Civil devem avaliar a necessidade de transferências para reduzir a superlotação e evitar novas ocorrências. Ainda não há previsão de mudanças imediatas, mas a situação deve ser monitorada de perto.
A Secretaria de Segurança Pública não divulgou, até o momento, informações sobre medidas estruturais ou administrativas que possam ser adotadas após o episódio.
