Polícia Civil conclui inquérito e esclarece crime que chocou Ilhéus; caso é tratado como latrocínio

Um dos crimes mais impactantes registrados em Ilhéus em 2025 teve seu desfecho investigativo confirmado. A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito que apurou as mortes de Alexsandra Oliveira Suzart (45 anos), Maria Helena do Nascimento Bastos (41 anos) e Mariana Bastos da Silva (20 anos), vítimas de uma ação criminosa de extrema violência ocorrida no dia 15 de agosto do ano passado.

Após meses de investigação minuciosa, conduzida pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus em conjunto com a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a polícia concluiu que o caso não se trata de um homicídio comum, mas de um latrocínio  roubo seguido de morte.

De acordo com o inquérito, encaminhado ao Poder Judiciário em dezembro, o investigado atacou as três mulheres com o objetivo de subtrair bens, caracterizando a motivação patrimonial do crime. Diante da gravidade dos fatos e da robustez das provas reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do acusado, a fim de garantir sua custódia durante o andamento do processo judicial.

A elucidação do caso foi resultado de uma força-tarefa integrada, que reuniu trabalho de inteligência, diligências de campo e perícia técnica especializada. Entre os principais elementos que fundamentaram o indiciamento estão:

  • Análise de imagens de câmeras de segurança e diligências investigativas;

  • Confrontação genética e exames necroscópicos realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT);

  • Coleta de dados e quebra de sigilos, devidamente autorizadas pela Justiça;

  • Oitivas de testemunhas e familiares das vítimas.

A atuação conjunta entre o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Departamento de Inteligência Policial (DIP) e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi considerada decisiva para a consolidação de provas materiais consistentes, permitindo a completa elucidação do crime.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para apreciação do Judiciário, representando um avanço significativo na responsabilização penal e uma resposta às famílias das vítimas e à sociedade ilheense, profundamente abalada pela brutalidade do crime.

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