A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, antecipada em 2026 para conter o avanço precoce dos vírus respiratórios, enfrenta um desafio crítico na Bahia: a baixa adesão do público-alvo. Apesar da mobilização e da distribuição de milhões de doses, os índices de cobertura vacinal ainda estão longe da meta ideal de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Índices abaixo do esperado
A campanha, que teve seu “Dia D” em 28 de março, registrou a aplicação de pouco mais de 208 mil doses em todo o estado naquela data. Embora o número pareça expressivo, ele representa apenas uma fração dos mais de 6 milhões de baianos que compõem o grupo prioritário.
Em grandes centros como Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Porto Seguro, que receberam as maiores remessas iniciais , a movimentação nos postos de saúde tem sido considerada aquém do necessário para garantir a imunidade coletiva antes do inverno.
O risco da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
A preocupação das autoridades de saúde aumenta devido ao cenário epidemiológico atual. A Bahia tem registrado um aumento na circulação de vírus como A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B.
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Pressão no Sistema: O crescimento da demanda por UTIs pediátricas devido a casos de SRAG já é uma realidade em diversas regiões do estado.
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Prevenção: A vacina trivalente de 2026 é a principal ferramenta para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre crianças menores de 6 anos, idosos e gestantes.
Quem deve se vacinar?
A mobilização segue até o dia 30 de maio em todos os 417 municípios baianos. O público-alvo inclui:
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Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
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Idosos (60+);
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Gestantes e puérperas;
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Povos indígenas e quilombolas;
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Trabalhadores da saúde, professores e profissionais de segurança;
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Pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.
Chamado à População
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) reforça que a vacina é segura, eficaz e pode ser administrada simultaneamente com outros imunizantes do calendário nacional. “A vacinação precisa ser intensificada agora para que o corpo tenha tempo de criar a proteção necessária antes do pico de transmissão”, alertam especialistas.
Os interessados devem procurar a unidade de saúde mais próxima portando o documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.
