Bahia confirma os primeiros casos de Mpox em 2026 e acende alerta sanitário no estado

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia confirmou nesta quinta-feira (19/02) os dois primeiros casos de Mpox no estado em 2026, além de manter outros dois casos suspeitos sob investigação. A informação foi divulgada oficialmente pela pasta em boletim epidemiológico atualizado e vem despertando atenção das autoridades de saúde e da população.


Quais são os casos confirmados?

Segundo a Sesab:

  • Vitória da Conquista (sudoeste baiano): o caso confirmado é de uma mulher que procurou atendimento no Hospital Geral de Vitória da Conquista após apresentar sintomas compatíveis com Mpox. Ela não reside na cidade, mas buscou a unidade de saúde local para avaliação.
  • Salvador: o segundo caso confirmado envolve um turista natural de Osasco (SP) que apresentou manifestação clínica da doença enquanto estava na capital baiana e recebeu atendimento em unidade de saúde local.

Os dois pacientes estão em isolamento e apresentam quadro clínico considerado estável, segundo informações das autoridades sanitárias.

Além desses, outros dois casos seguem em análise laboratorial para confirmação, enquanto três notificações já foram descartadas após exames.


O que é a Mpox e como é transmitida

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral zoonótica causada por um ortopoxvírus da mesma família da varíola humana.

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • Lesões na pele — início geralmente no rosto e que podem se espalhar pelo corpo;
  • Febre e calafrios;
  • Dores de cabeça, dores musculares e fadiga;
  • Ínguas (linfonodos inchados).

A transmissão ocorre por meio de contato direto com lesões ou feridas da pele de uma pessoa infectada ou ainda pelo compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como roupas de cama e toalhas.


Medidas adotadas e recomendações das autoridades

A Sesab informou que os casos confirmados estão sendo monitorados por equipes de saúde e seguem protocolos epidemiológicos padrão, incluindo:

  • Isolamento domiciliar dos pacientes;
  • Controle e acompanhamento de contatos próximos;
  • Adoção de medidas de suporte clínico para aliviar sintomas e prevenir complicações.

Não há, até o momento, evidências de vínculo dos casos confirmados com o período do Carnaval, e a secretaria reforça que as investigações estão em andamento para esclarecer completamente os casos suspeitos.


Contexto nacional e internacional

No cenário nacional, outros estados vêm registrando casos de Mpox em 2026, com destaque para São Paulo, que contabiliza dezenas de confirmações e segue monitorando um grande número de casos suspeitos em seu painel epidemiológico, reforçando a necessidade de vigilância contínua.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde alertou recentemente para a circulação de uma nova variante recombinante do vírus da mpox detectada em alguns países, o que traz ainda mais importância ao monitoramento global da doença.


O que fazer se houver suspeita

As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa que apresente sintomas compatíveis com Mpox  especialmente lesões na pele com febre e indisposição,  procure atendimento médico imediatamente e evite contato direto com outras pessoas enquanto aguarda avaliação.

O isolamento e o diagnóstico precoce continuam sendo as estratégias mais eficazes para interromper a transmissão e conter possíveis surtos.


Com a confirmação dos primeiros casos em 2026, a Bahia reforça seu alerta sanitário e convoca a população e profissionais de saúde para manter a vigilância ativa, evitando a propagação da doença e atuando de forma preventiva.

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