Em mais uma reviravolta de bastidores de proporções olímpicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou uma decisão drástica para salvar a governabilidade no Congresso: Rui Costa não voltará para a Casa Civil. O motivo? Lula alega que não quer ver senadores petistas recém-eleitos abandonando as suas cadeiras. Fontes de Brasília confirmaram a este Política Livre que a ordem agora é estrita: “Se foi eleito para o Senado, vai sentar na cadeira do Senado e apertar o botão!”
Com Rui Costa devidamente “confinado” à sua bancada para não desfalcar o quórum, os holofotes do Palácio do Planalto se voltaram imediatamente para Camilo Santana (CE). O atual líder do PT no Senado e ex-ministro da Educação surge como o nome predileto para assumir o posto de chefe da Casa Civil. A ironia, claro, não passou despercebida nos corredores de Brasília: para preencher o cargo sem perder vaga no Senado, a matemática petista promete virar um malabarismo sem fim.
Enquanto isso, a regra do “cada um no seu quadrado” fez mais uma vítima de prestígio. O governador do Piauí, Rafael Fonteles, reeleito em primeiro turno e peça-chave na coordenação do segundo turno da campanha, também teve sua promoção ministerial vetada por Lula. O presidente teria deixado claro que prefere ver Fonteles governando o Piauí por mais quatro anos em vez de arrumar confusão na Esplanada dos Ministérios.
Nos bastidores do PT, a justificativa oficial de que “ninguém pode desfalcar o Senado” virou piada pronta entre os aliados, que já chamam a medida de Regra Anti-Saudade: ganho o mandato, cumpre o mandato!
A conferir se a bancada no Senado realmente continuará intacta ou se os apelos da Esplanada falarão mais alto!
