Era uma vez um sítio farto, onde o capim crescia verde e viçoso. Diferente de outros donos de terreiro, o Cavalo era um líder bom, justo e trabalhador. Sempre ajudava as galinhas a achar milho, puxava a charrete dos fracos sem cobrar favor e dividia a sombra das árvores com quem precisasse. Todos respeitavam e amavam o Cavalo. Mas quem tem bondade no coração às vezes esquece que a maldade anda à espreita. O Boi, um bicho pesado e de olhar dissimulado, começou a tramar nas sombras. Invejoso do carinho…
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EDITORIAL – A CAIXA DE PANDORA
Não adianta fingir costume, suar frio nos bastidores ou mandar emisários para tentar abafar o som das sirenes. O que está prestes a desabar aqui não é apenas mais uma crise passageira; é o ápice absoluto da degradação e o terremoto que vai mudar o destino de muita gente graúda. A sujeira que tentaram varrer para debaixo do tapete e que apodreceu trancada no fundo do porão finalmente vai ver a luz do dia. A Caixa de Pandora foi arrombada. O aviso foi dado e o estrondo promete ser ensurdecedor.…
LEIA MAISEDITORIAL: Xadrez Municipal: O Tabuleiro de 2028 Já Começou a Ser Jogado nos Bastidores de Belmonte
“Na política da terra do cacau e do mar, o silêncio dos bastidores costuma ser mais ensurdecedor que o foguetório de praça pública. Enquanto o cidadão comum tenta pagar os boletos, a ‘rádio peão’ opera em frequência máxima.” A sucessão municipal de 2028 pode até parecer distante para os desatentos, mas, na prática belmontense, as empreitadas, costuras e traições de palanque já começaram a desenhar o mapa do poder. No centro dessa engrenagem, o xadrez da Câmara de Vereadores funciona como o termômetro definitivo da correlação de forças políticas no…
LEIA MAISO Leviatã da Informação: A Insipiência de Subestimar o Poder da Imprensa
É um erro crasso e de consequências ignominiosas, fruto de uma miopia atávica, o esforço recorrente de certos estamentos em menosprezar a preponderância da imprensa no tecido social. Aqueles que, imbuídos de uma hybris incontrolável, tentam mitigar o alcance da comunicação jornalística, olvidam-se de que a imprensa não é apenas um espectador da res publica, mas o próprio substrato sobre o qual se assenta a legitimidade e a sindicância dos atos de poder. O jornalismo, em sua exegese mais incisiva, atua como o bisturi da consciência coletiva. Tentar suplantar sua…
LEIA MAISEDITORIAL: O cabo vai sair da marreta
Dizem que na selva, quando o tempo de colheita se aproxima, os animais costumam mostrar quem realmente são. Existe uma árvore frondosa, conhecida por todos, que durante anos estendeu seus galhos para abrigar aqueles que, sozinhos, não teriam como se proteger do sereno. Esses protegidos, alimentados pelas frutas dessa mesma árvore, agora decidiram que o solo onde cresceram já não é fértil o suficiente. Criaram asas ; não para voar alto, mas para buscar o grão no quintal do vizinho. O dono da floresta, que tanto zelou para que não…
LEIA MAISEDITORIAL : A Assembleia dos Sapos
Na vasta e verdejante Lagoa das Ilusões, havia um soberano que acreditava, piamente, que o coaxar era uma forma de música erudita. O Sapo-Boi, um anfíbio de ambições desmedidas e estômago elástico, comandava a lagoa com a sutileza de um trator. Ele tinha uma técnica infalível: o “sorriso amarelo”. Era uma expressão facial tão artificial que, de tão esticada, parecia uma máscara de carnaval deixada ao sol. O Sapo-Boi era, acima de tudo, um pragmático da traição. Durante anos, foi o braço direito da Serpente, aquela autocrata que, ao invés…
LEIA MAISEDITORIAL : O Circo de Papai Papudo Flopou
Por Redação Meus caros leitores, la pras banda de uma terra não tão distante em ue visitei nesse inicio de festejos juninos, existe um sujeito que, no auge do seu delírio de grandeza, se autoproclama a “última bolacha do pacote”. Coitado. O que ele esquece e o que todos nós, vizinhos e moradores, já percebemos há muito tempo é que, nessa história, a última bolacha nunca vem inteira. Ela sempre chega esmigalhada, esfarelada e, convenhamos, ninguém em sã consciência tem coragem de levar para casa. O tal “Papai Papudo” decidiu…
LEIA MAISEditorial | Atacar a imprensa é o último refúgio de quem teme a verdade
Quando um político afirma que a imprensa “não presta mais para nada”, ele não está dando opinião. Está confessando fraqueza. Fraqueza moral, política e democrática. É o grito de quem se sente acuado, exposto e incapaz de conviver com o contraditório. Esse discurso não é novo. É velho, gasto e perigoso. Sempre surge quando a imprensa faz o que deve ser feito: investiga, questiona, denuncia e cobra. Para políticos autoritários, a imprensa só é “boa” quando aplaude, bajula e se cala. Quando pergunta demais, vira inimiga. Vamos ser claros: quem…
LEIA MAISEDITORIAL | Orelha foi morto. E a omissão também mata.
O cachorro Orelha não morreu.Orelha foi morto. E é preciso dizer isso sem rodeios, sem eufemismos, sem o conforto das palavras mornas que só servem para anestesiar consciências. O que aconteceu com Orelha foi um ato de crueldade consciente, praticado por alguém que escolheu ferir, escolheu violentar, escolheu matar. Isso tem nome: crime. Não era um animal perigoso.Não era uma ameaça.Não era um “incômodo”. Era um ser vivo indefeso, que confiava no ser humano — e pagou por isso com a própria vida. E aqui começa a parte que mais…
LEIA MAISEDITORIAL – A BRANCA DE NEVE FORASTEIRA
Certo dia, no pequeno vilarejo de Pueno, surgiu uma forasteira. Ninguém sabia de onde vinha. Era bonita por fora, tinha sorriso fácil e palavras suaves. Para o povo, parecia alguém doce, gentil, quase enviada pelo destino. Sua aparência encantadora rapidamente conquistou confiança e admiração. Mas aquela doçura não passava de uma máscara. Quando estava sozinha, longe dos olhos do vilarejo, revelava quem realmente era. Não uma bruxa de chapéu ou vassoura, mas de alma. A solidão que carregava por dentro a tornava amarga, vazia e dominadora. Incapaz de lidar com…
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