Moradores manifestaram em frente a base operacional da concessionária na manhã desta segunda (30); prejuízos com eletrodomésticos queimados e falta de equipe técnica são os principais alvos da revolta popular.
Por Redação Portal do Guaiamum — Belmonte 30/03/2026 11h45 Atualizado há 10 minutos
O grito de “basta” ecoou forte em Belmonte na manhã desta segunda-feira. Um protesto contundente de moradores e comerciantes paralisou a base operacional da Neoenergia Coelba. Com cartazes em punho e o sentimento de indignação à flor da pele, a população exigiu o fim imediato dos apagões constantes e, principalmente, o ressarcimento imediato pelos inúmeros eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos queimados pela instabilidade da rede.
A manifestação, que começou cedo, forçou uma reunião de emergência na Câmara Municipal por volta das 10h, envolvendo a cúpula da Coelba, vereadores e o governo municipal.

‘A conta chega, a luz não’: O drama do morador
O cenário descrito pela comunidade é de prejuízo acumulado. Comerciantes relatam perdas de estoques e vendas interrompidas, enquanto famílias humildes veem geladeiras e televisores, muitas vezes comprados com esforço, virarem sucata devido às oscilações de voltagem.
“Não aguentamos mais ouvir desculpas. A gente paga caro e recebe um serviço de quinta categoria. Quem vai pagar o meu prejuízo?”, desabafou um dos manifestantes na porta da empresa.
Déficit de funcionários: 2 homens para uma cidade inteira
Durante a sessão na Câmara, o vereador Orlando Valter (Turista) expôs um dado alarmante que justifica a demora crônica nos atendimentos: a Coelba mantém apenas dois funcionários para dar conta de toda a vasta extensão territorial do município.
O parlamentar exigiu a implantação imediata de uma segunda patrulha técnica, classificando a estrutura atual como “impraticável” e “desrespeitosa” com o cidadão.
Justiça: Prefeitura vai ao Ministério Público
A paciência política também se esgotou. O Secretário de Administração, Leonardo Paiva, confirmou que a prefeitura já tem uma reunião agendada com o Ministério Público para esta terça-feira. O objetivo é protocolar uma ação judicial contra a Neoenergia Coelba por descumprimento de acordos firmados em audiências anteriores.
Os principais pontos da cobrança são:
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Indenização: Ressarcimento de aparelhos danificados pela rede.
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Infraestrutura: Instalação de gerador ou subestação em Barrolândia.
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Manutenção: Limpeza imediata das redes para evitar quedas por galhadas.
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Escritório Físico: Abertura de um ponto de atendimento presencial em Belmonte

O que diz a Coelba
Em nota e durante a reunião, o representante regional da Neoenergia, Jean, afirmou que a empresa “está comprometida” com as demandas. Prometeu novas contratações, a abertura do escritório local e alegou que as limpezas de rede já estão em curso.
No entanto, os vereadores Luluca da Ambulância, Orlando Valter (Turista), Evelly Morena, Eliseu Paixão, Mathyas Barreto e Catiano Reis foram enfáticos: a cidade não aceita mais cronogramas vazios. O grupo parlamentar se colocou à disposição da comunidade para radicalizar a cobrança caso as melhorias não apareçam de imediato.
Impacto Geral
A crise energética em Belmonte atingiu um ponto crítico, afetando desde a iluminação pública, o que aumenta a insegurança, até o funcionamento de repartições essenciais. O clima na cidade é de vigilância: a população promete novos atos caso a reunião com o Ministério Público não resulte em medidas práticas contra a concessionária.

