População ribeirinha e das comunidades do interior sofre com o descaso nas estradas vicinais: situação é crítica e gestão insiste em desculpas

As comunidades ribeirinhas e do interior de Belmonte seguem enfrentando sérias dificuldades de locomoção e acesso, diante do estado precário das estradas vicinais, muitas delas intransitáveis. A situação é especialmente crítica nos trechos que dão acesso à Beira do Rio, além das estradas vicinais que ligam Santa Maria e Boca do Córrego, importantes áreas que dependem diretamente dessas vias para transporte de moradores, escoamento da produção agrícola e acesso a serviços essenciais, como saúde e educação.

Mesmo após seis meses de gestão, o governo municipal segue insistindo na narrativa de que “em pouco tempo não dá para consertar tudo” e que os problemas são “herança de administrações passadas”. No entanto, essa justificativa já não convence mais a população, que diariamente sofre com o isolamento e a falta de assistência adequada.

Prometeram resolver, agora apresentam desculpas

Durante a campanha eleitoral, não houve qualquer ressalva ou alerta sobre a dificuldade de resolver o problema das estradas. Pelo contrário: prometeram melhorias e soluções rápidas para as comunidades mais vulneráveis. Agora, no exercício do poder, a gestão se esconde atrás de justificativas frágeis e não assume a responsabilidade de resolver o que prometeu.

Se o problema existe, é para ser enfrentado. Não adianta jogar a culpa nos antecessores, afinal, a população e os trabalhadores rurais precisam de respostas concretas, não de desculpas. Mobilidade rural é dignidade, é acesso a direitos básicos, e não pode esperar indefinidamente por um plano de governo que não sai do papel.

Situação é grave e exige ação imediata

Moradores relatam que há trechos onde ônibus escolares não conseguem passar, ambulâncias ficam atoladas e o transporte de mercadorias se torna inviável. Em algumas áreas, a produção rural está sendo perdida, pois não há como escoar o que é produzido.

A comunidade da Beira do Rio denuncia que o trecho está praticamente abandonado, prejudicando quem vive da pesca e da agricultura familiar. As estradas que ligam Santa Maria e Boca do Córrego também estão em estado lamentável, com crateras, lama e atoleiros que se intensificam com as chuvas, tornando a situação ainda mais desesperadora.

Cidadãos pedem menos discurso e mais ação

A população já entendeu que administrar é resolver problemas, não arrumar desculpas. A gestão municipal precisa, com urgência, apresentar um plano de ação concreto, com cronograma, equipes de trabalho e transparência na execução das obras.

Os moradores de Belmonte, principalmente das comunidades ribeirinhas e rurais, não podem mais esperar. A situação das estradas vicinais é, sim, um problema grave e atual, e precisa ser encarado com a seriedade e a responsabilidade que o cargo exige.

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