Um vídeo mostrando um paciente com sinais de miíase (infestação por larvas) ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta semana, levantando questionamentos sobre as condições do atendimento médico na rede pública de Belmonte. Diante da polêmica, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou uma nota oficial para esclarecer os fatos e defender os profissionais envolvidos.
Segundo o comunicado, o paciente deu entrada na unidade hospitalar já apresentando o quadro de miíase, decorrente da exposição de feridas na pele a condições ambientais adversas, incluindo a presença de moscas e outros insetos. Evidências médicas indicam que a infestação costuma se desenvolver cerca de 24 horas após a exposição. Como o paciente teria permanecido três dias em situação de vulnerabilidade antes de procurar atendimento, a infestação já estaria presente no momento da admissão, não tendo sido adquirida dentro do hospital.
A Secretaria informou ainda que, assim que o paciente chegou, a equipe médica agiu com rapidez e responsabilidade, providenciando imediatamente uma vaga para avaliação cirúrgica de emergência no Hospital Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, garantindo a assistência necessária com prioridade absoluta.
Em nota, a Prefeitura reforçou o compromisso com a transparência, a ética e o cuidado com a saúde da população, repudiando qualquer tentativa de desinformação que comprometa o trabalho dos profissionais de saúde:
“Nosso dever é cuidar da saúde das pessoas com agilidade e responsabilidade. Estamos atentos para garantir sempre o melhor atendimento à população”, destacou a Secretaria Municipal de Saúde.
O caso, que gerou grande comoção e debate nas redes sociais, reacendeu a discussão sobre os desafios enfrentados por pessoas em situação de vulnerabilidade social e sobre a necessidade de ampliar os serviços de saúde preventiva para evitar ocorrências semelhantes.
