Enquanto o sol castiga e o calor não dá trégua, moradores de Belmonte vivem um verdadeiro pesadelo: há dois dias estão sem uma gota d’água sequer nas torneiras. E o pior: nenhum aviso, nenhuma nota de esclarecimento, nenhum pedido de desculpas. A EMBASA, empresa responsável pelo fornecimento, simplesmente cruzou os braços e deixou a população à própria sorte.
É revoltante e inaceitável que em pleno século XXI, com tantos avanços em tecnologia e comunicação, a população seja tratada com tamanho descaso. Não houve comunicado prévio, nenhum aviso pelas redes sociais, rádio local, carro de som ou qualquer meio de informação oficial. Como se a água, bem essencial à vida , pudesse simplesmente ser cortada sem que ninguém tivesse o direito de saber o porquê.
Os relatos são inúmeros e indignados. Famílias com crianças pequenas, idosos e trabalhadores estão sendo obrigados a improvisar como podem. Banhos racionados, alimentos sem preparo adequado, roupas se acumulando para lavar, e uma sensação de abandono generalizado. É o caos instalado dentro dos lares belmontenses, enquanto a EMBASA permanece em silêncio.
“A gente entende que pode haver manutenção ou problemas técnicos, mas o que não dá pra aceitar é esse silêncio. Como é que a gente se prepara pra uma situação dessas se ninguém avisa nada?”, desabafa dona Maria, moradora do centro da cidade. E ela não está sozinha. A indignação ecoa em todos os bairros.
Entramos em contato com a EMBASA por diferentes canais, buscando uma explicação e, até o momento, não obtivemos nenhuma resposta. O silêncio da empresa só aumenta a revolta e o sentimento de abandono da população.
O que se espera, no mínimo, é respeito. Respeito com quem paga as contas em dia. Respeito com quem depende da água para viver, trabalhar, estudar e manter a dignidade.
A ausência de respostas, de planejamento e de responsabilidade por parte da EMBASA já ultrapassou o limite do tolerável. A população pede socorro, e exige providências urgentes. É preciso que a empresa venha a público e se explique. É preciso que haja planejamento, aviso prévio e, acima de tudo, compromisso com o povo.
Belmonte não pode ser tratada como um lugar esquecido no mapa. A água é um direito, não um favor.
