Em Belmonte, a conta de energia elétrica deixou de ser despesa doméstica e virou castigo mensal. Moradores denunciam que a Neoenergia Coelba cobra valores absurdos, desproporcionais e revoltantes, com a TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) chegando a 300% ou mais do valor do consumo real de energia.
Na prática, o povo quase não consome, mas paga como se estivesse desperdiçando energia o mês inteiro.
É uma conta que não fecha.
É um sistema que não se explica.
E, para quem paga, parece abuso escancarado.
“É ROUBO NA CONTA”, DISPARAM MORADORES
A indignação toma conta das ruas, dos bairros e das redes sociais. Em Belmonte, o sentimento é um só: injustiça.
“Isso não é cobrança, é assalto. Minha conta vem com a TUSD três vezes maior que a energia que eu usei. Em Belmonte a gente paga mais e recebe menos”, dispara um morador revoltado.
Outro consumidor resume o drama vivido por milhares de famílias:
“Você economiza, apaga a luz, tira tudo da tomada… e a conta vem alta do mesmo jeito. Parece provocação. Parece deboche com quem é pobre.”
Há quem não esconda a revolta:
“Isso é um sistema feito pra sugar o povo. A Coelba faz o que quer e ninguém faz nada”, acusa um comerciante local.
BELMONTE PAGA MAIS CARO E TEM O PIOR SERVIÇO
Além da cobrança considerada abusiva, moradores afirmam que Belmonte paga mais caro do que cidades vizinhas, mesmo tendo uma renda menor e um serviço considerado péssimo.
Quedas constantes de energia, oscilações, aparelhos queimados, demora no atendimento e apagões frequentes fazem parte da rotina mas o valor da conta nunca falha.
“Aqui falta energia direto. Quando volta, vem fraca. Mas a conta vem forte, todo mês. Forte demais”, ironiza um morador.
TUSD MAIOR QUE O CONSUMO: COMO ISSO É POSSÍVEL?
A TUSD deveria ser uma tarifa para custear o uso da rede elétrica. Mas, em Belmonte, segundo os consumidores, ela virou a maior vilã da fatura.
“Eu olho a conta e fico com raiva. A energia que usei é o menor valor. O maior é essa tal de TUSD. A gente paga para existir”, diz uma dona de casa.
Para muitos, a sensação é clara: quem consome pouco é penalizado.
POPULAÇÃO SE SENTE REFÉM
Mesmo diante de tantas reclamações, a sensação é de impotência. A conta chega, o prazo vence e o consumidor paga com medo de ter a luz cortada.
“Você paga porque não tem escolha. É isso ou fica no escuro”, resume outro morador.
ATÉ QUANDO?
Em Belmonte, cresce o clamor por fiscalização urgente, atuação do Procon, do Ministério Público e da Aneel. A população cobra respostas, revisão das cobranças e respeito.
Enquanto isso, a realidade é dura e repetitiva:
💡 energia cai
💡 serviço falha
💡 conta explode
Reclamações crescentes e ausência de respostas eficazes
As plataformas de defesa do consumidor estão abarrotadas de queixas de clientes que se sentem lesados pela cobrança da tarifa. Em vários casos, a própria Coelba tenta justificar que a TUSD é um valor estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que reflete custos operacionais mas essa explicação pouca gente aceita quando a conta chega com valores estratosféricos mês após mês.
Consumidores também questionam a falta de clareza e detalhamento nas faturas, que muitas vezes só esclarecem o valor final sem explicar de maneira transparente como as tarifas são compostas e calculadas.
Indignação e questionamento legal
Além da indignação popular, há também questionamentos jurídicos quanto à metodologia de cobrança e à inclusão de determinados encargos na base de cálculo de tributos como o ICMS, o que já levou alguns consumidores a buscar reembolso ou revisão judicial das contas.
Esse cenário deixa clara uma realidade que muitos moradores vivenciam na pele todos os meses: uma conta de luz que pesa no bolso sem entregar um serviço minimamente satisfatório.
