Bombeiros capacitam professores de Belmonte em Primeiros Socorros através da ‘Lei Lucas’

Treinamento realizado nesta quarta (1º) em parceria com a Prefeitura prepara educadores para agir em situações de emergência; medida é obrigatória por lei federal.

Por Portal do Guaiamum 04/04/2026 08h30 Atualizado há pouco

O 6º Batalhão de Bombeiros Militar (6º BBM) promoveu, nesta quarta-feira (1º), um treinamento estratégico voltado à segurança escolar em Belmonte. Professores da rede pública municipal participaram de uma capacitação teórica e prática sobre a Lei nº 13.722/2018, conhecida popularmente como Lei Lucas.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Belmonte, através das Secretarias de Educação e de Segurança Pública. O foco é garantir que os profissionais de ensino saibam como realizar os primeiros atendimentos em casos de urgência até a chegada dos socorristas especializados.

Entenda a Lei Lucas

A legislação federal surgiu após uma tragédia que comoveu o país em 2017. Lucas Begalli, um estudante de 10 anos, morreu engasgado durante um passeio escolar. Na ocasião, nenhum dos monitores presentes dominava técnicas básicas de salvamento, como a Manobra de Heimlich.

Desde então, a lei tornou obrigatória a capacitação em primeiros socorros para funcionários e professores de instituições de ensino básico, tanto públicas quanto privadas.

O que os professores aprenderam

O treinamento ministrado pelos militares focou em incidentes comuns no ambiente escolar, onde a rapidez na resposta é determinante para a sobrevivência da vítima. Os principais tópicos abordados foram:

  • Engasgos (Desobstrução de vias aéreas): Técnicas específicas para crianças e adultos.

  • Reanimação Cardiorrespiratória (RCP): Protocolos de massagem cardíaca.

  • Crises Convulsivas e Desmaios: Como posicionar a vítima e evitar ferimentos.

  • Traumas e Quedas: Procedimentos para conter sangramentos e realizar imobilizações preventivas.

Rede de Proteção

De acordo com representantes do 6º BBM, a preparação dos educadores cria uma “rede de proteção” dentro das salas de aula.

“A rapidez no primeiro atendimento é o que muitas vezes define a manutenção da vida da vítima até que o atendimento especializado chegue ao local”, destacaram os instrutores durante a ação.

A gestão municipal reforçou que a medida, além de cumprir uma exigência legal, demonstra o compromisso com a integridade física de alunos e servidores da educação belmontense.

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