Por Portal do Guaiamum — Brasília 05/05/2026 09h42 · Atualizado há 15 minutos
O presidente Lula (PT) provou que, no Palácio do Planalto, a amizade vale muito mais do que a matemática básica. Mesmo após o vexame histórico da rejeição de Jorge Messias ao STF — uma derrota que nem o mais otimista dos oposicionistas esperava com tanta folga —, o senador Jaques Wagner (PT-BA) segue firme e forte na liderança do governo no Senado.
Para quem não acompanhou o placar, Messias precisava de 41 votos e conseguiu apenas 34. Uma diferença de sete votos que, na contabilidade criativa da articulação política, parece ter sido tratada como um mero erro de arredondamento.
O mestre das previsões (furadas)
Dizem que a esperança é a última que morre, mas a precisão de Jaques Wagner morreu bem antes da votação. Segundo aliados, o senador começou a semana prometendo 45 votos. Sentindo o clima esfriar, baixou a meta para 41 — o número mágico para a aprovação. No fim das contas, entregou 34.
Enquanto Wagner tentava achar os votos perdidos, um vídeo de Davi Alcolumbre (União-AP) já circulava nos bastidores prevendo a derrota por oito votos de diferença. Ou seja: a oposição sabia o resultado, o presidente do Senado sabia o resultado, mas o líder do governo preferiu manter o otimismo digno de quem acredita em Papai Noel.
Fogo amigo e o “visto chinês”
A “performance” de Wagner despertou a fúria de setores do PT, que agora o acusam de jogar no time de Alcolumbre. Lula, porém, reagiu com a irritação habitual de quem não gosta de ser cobrado e chamou o amigo de quatro décadas para uma conversa no Alvorada.
O resultado da reunião?
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Wagner continua líder.
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A confiança segue inabalada.
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O prestígio está intacto.
Tão intacto que, enquanto o governo tenta explicar como o “plano Messias” virou pó, Wagner decidiu que o melhor lugar para refletir sobre a derrota não é o plenário do Senado, mas sim a China. O senador embarcou para o Oriente para acompanhar uma orquestra e visitar a fábrica da BYD.
No governo atual, parece que falhar na missão mais importante do ano rende milhas aéreas e um tour gastronômico por Pequim. Resta saber se, na volta, Wagner trará uma calculadora nova ou se continuará contando os votos nos dedos — e errando a conta.
