O cheiro de pneu queimado de carro de som, a poluição sonora dos jingles repetidos à exaustão e o desfile de cabos eleitorais nas esquinas deixam claro: a temporada de caça ao voto foi oficialmente aberta. Em Belmonte, a disputa pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) ganhou contornos de guerra fria. No centro do ringue, três apostas pesadas polarizam a preferência do eleitorado e redesenham o mapa político local.
A pergunta que ecoa nos bastidores e tira o sono dos caciques da região é direta e incômoda: diante de tanto peso político, quem sairá das urnas como o deputado estadual mais votado do município?
O tabuleiro está tomado por três forças irredutíveis. Façam suas apostas.
Os Três Cavaleiros do Apocalipse Eleitoral
1. Jânio Natal Júnior (PL — 22222)

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O perfil: Empresário, 44 anos, natural de Salvador.
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A força: Carregar o sobrenome Natal na Costa do Descobrimento é operar com carta marcada. Jânio Jr. não entra na disputa apenas com o CNPJ do PL; ele entra com o peso histórico e a herança política de seu pai. Com uma rede ramificada de lideranças locais coladas em sua retaguarda, o candidato aposta na capilaridade tradicional e na lealdade de um grupo que sabe como movimentar a engrenagem do poder no dia da eleição.
2. Felipe Duarte (Avante — 70111)

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O perfil: Empresário, 53 anos, natural de São Paulo
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A força: Duarte não está navegando em mar aberto. A grande alavanca de sua campanha em Belmonte é o endosso pesado de Iedo Elias e de toda a sua estrutura política. Essa união blindou a candidatura com nomes graúdos e capilaridade nos bairros, transformando o palanque de Felipe em uma trincheira altamente organizada contra as velhas raposas da região.
3. Cláudia Oliveira (PSD — 55789)

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O perfil: Empresária, 58 anos, natural de Itabuna
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A força: Veterana tarimbada nos corres da política sul-baiana, Cláudia joga no erro dos adversários. Amparada por uma constelação de lideranças de peso que operam nos bastidores e nas ruas, a candidata do PSD aposta na força de sua máquina partidária e em uma base consolidada que não costuma perdoar vacilos na largada da corrida.
O Veredito das Ruas
Enquanto coadjuvantes de palanques minguados tentam emplacar candidaturas de fachada ; empurradas por lideranças locais sem capilaridade real , o embate real restringe-se a essa trindade pesada.
De um lado, o peso da tradição familiar e a máquina liberal de Jânio Jr.; do outro, o bloco estratégico costurado por Iedo Elias em torno de Felipe Duarte; e, fechando o cerco, a capilaridade institucional e o traquejo político de Cláudia Oliveira.
A tinta dos santinhos mal secou, mas a fatia do bolo belmontense está sob cerco apertado. Resta saber qual dessas máquinas vai cuspir mais votos na urna em outubro. O cronômetro está rodando.
