O mandato do prefeito Bebeto Gama, que começou cercado de expectativas, chega ao fim de forma melancólica, marcado por crises, promessas não cumpridas e um legado que já é considerado o pior da história política de Belmonte.
Uma promessa que virou decepção
No início de seu governo, Bebeto foi visto como um gestor promissor, correto e trabalhador. Muitos acreditaram que ele poderia ser o melhor prefeito que Belmonte já teve. Contudo, o que se viu ao longo de quatro anos foi uma administração repleta de conflitos, desorganização e desprezo pelas demandas da população e dos servidores públicos.
A guerra com os professores
Um dos episódios mais marcantes de sua gestão foi a briga com os professores pela concessão de um aumento salarial legítimo. Durante os quatro anos de mandato, Bebeto deixou de atender à categoria, mesmo diante de reivindicações constantes e da clara necessidade de valorização dos profissionais da educação. Essa postura gerou indignação e uma marca de descaso com um dos pilares do município: a educação.
O concurso anulado e a crise na administração
Outro ponto controverso foi a anulação de um concurso público realizado na gestão anterior, conduzido por uma comissão criada pelo próprio Bebeto. A decisão gerou revolta entre os aprovados, que se viram prejudicados sem justificativas convincentes por parte do prefeito.
Além disso, a gestão enfrentou uma grave crise no secretariado, com diversas figuras abandonando suas pastas ao longo do mandato. Em vez de buscar soluções ou reorganizar sua equipe, Bebeto demonstrou apatia, deixando claro que a condução da administração não era sua prioridade.
Caos na coleta de lixo e o protagonismo da primeira-dama
A relação conturbada com a empresa responsável pela coleta de lixo e limpeza pública foi mais um episódio que expôs a fragilidade de sua gestão. A população conviveu com a precariedade dos serviços básicos, enquanto o prefeito parecia alheio ao problema.
Nos bastidores, comenta-se que quem realmente governava era a primeira-dama e secretária de Finanças, reforçando a ideia de que Bebeto delegava decisões importantes e se distanciava de seu papel de líder.
Um fim de mandato desastroso
Com o término de seu mandato, Bebeto deixa um saldo amargo: professores sem o aumento prometido, serviços públicos deficitários, uma administração desorganizada e um sentimento de frustração generalizada entre os belmontenses.
O que poderia ter sido uma gestão exemplar transformou-se em um dos maiores fracassos políticos de Belmonte. Ao invés de ser lembrado como o melhor prefeito da história, Bebeto Gama carrega agora o título de pior gestor que o município já teve, encerrando sua administração com a rejeição da população e a indignação dos que acreditaram em suas promessas.
