Belmonte, essa pérola do sul da Bahia, onde a história sussurra em cada esquina e as praias encantam os olhos, tem um problema que não combina com sua beleza: os políticos plânctons. Sim, aqueles seres que flutuam na correnteza do poder, sem direção, sem propósito e, pior, sem a menor capacidade para os cargos que ocupam. E quem são os protagonistas desse show de inércia? Nossos vereadores, claro! Esses ilustres representantes que parecem hibernar durante o mandato e só despertam, como num passe de mágica, quando o calendário eleitoral começa a piscar no horizonte. Que espetáculo, não é?
Vamos ser honestos: a maioria dos vereadores de Belmonte é especialista na arte de fazer nada. Projetos para melhorar a saúde? Nem sombra. Ideias para a educação das crianças ou para resolver a infraestrutura que desmorona a cada chuva? Quem dera! Soluções para o desemprego que assombra tantas famílias? Sonhar não custa, né? Esses “plânctons” do legislativo municipal parecem ter uma única habilidade: posar para fotos em eventos, distribuir tapinhas nas costas e prometer o céu e a terra quando a eleição se aproxima. É quase poético, se não fosse tão trágico.
E o que dizer da capacidade desses nobres edis? Se existisse um curso de “Como Ser Invisível e Ainda Assim Ser Reeleito”, eles certamente tirariam nota 10. Não há registros de debates acalorados na Câmara Municipal que tragam mudanças reais para a vida do belmontense. Não há projetos de lei que façam a diferença, nem fiscalizações que ponham o dedo na ferida do que realmente importa. O que há, sim, é um silêncio ensurdecedor – até que, de repente, o ano eleitoral chega, e eles ressurgem como fênixes, cheios de energia, promessas e aquele sorriso ensaiado que já conhecemos tão bem.
2026 está logo ali, e já podemos imaginar o script: os plânctons de Belmonte vão acordar do seu sono profundo, vestir suas melhores camisas de campanha e sair pelas ruas como se fossem os salvadores da pátria. “Agora vai!”, dirão, enquanto seguram um copo de café na feira e juram que, dessa vez, vão trabalhar de verdade. E nós, eleitores, ficaremos com aquela sensação de déjà-vu, sabendo que já ouvimos esse discurso antes – e que, depois das urnas, eles voltarão a flutuar, inertes, na correnteza do mandato.
É verdade que, entre os eleitos, um ou outro até tenta fazer algo, mas são a minoria que não salva a fama da maioria. A Câmara Municipal, que deveria ser a “Casa do Povo”, parece mais uma casa de repouso para esses políticos que só servem de enfeite. Belmonte merece representantes que acordem todos os dias – e não só em ano de eleição – para lutar pelo povo. Esses plânctons podem até achar que enganam todo mundo, mas o eleitor belmontense está de olho. Ou pelo menos deveria estar. Porque, se continuarmos aceitando essa inércia, a única coisa que vai crescer por aqui é a nossa vergonha de sermos representados por quem não representa nada. Acorda, Belmonte – antes que eles durmam de novo por mais quatro anos!
