A pesquisadora e educadora Cátia Santos Oliveira, doutoranda da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), foi homenageada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Porto Seguro, por sua contribuição considerada “inestimável” na defesa da igualdade racial, da justiça social e do protagonismo negro na região.
A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (27), reunindo representantes acadêmicos, sociais e institucionais.

Trajetória que rompe barreiras
Nascida em Eunápolis, natural de Santa Cruz Cabrália e moradora de Belmonte há 16 anos, Cátia construiu sua carreira no ensino e na pesquisa em Ciências Humanas. No último ano, alcançou um marco importante ao se tornar a primeira discente do Campus Sosígenes Costa a assumir o cargo de professora substituta em Antropologia, feito reconhecido pela comunidade acadêmica como símbolo de representatividade.
Doutoranda em Estado e Sociedade, ela reúne uma formação diversa que inclui mestrado em Relações Étnico-Raciais, bacharelado em Antropologia e licenciatura em Ciências Humanas e Sociais, além de várias especializações ligadas à cultura afro-brasileira, educação e filosofia.
Ativismo, identidade e pesquisa
Mulher preta, ativista e adepta do Candomblé, Cátia dedica sua produção científica às temáticas relacionadas à religiosidade afro-brasileira, decolonialidade, identidade e história dos povos negros do Brasil, com foco especial no território do Extremo Sul da Bahia.
“Defendo a igualdade racial porque acredito que todos devem ter os mesmos direitos e oportunidades para trilhar seus caminhos e realizar seus sonhos”, declarou durante o evento da OAB.
Compromisso com uma educação antirracista
A educadora integra ainda o projeto de extensão “OLÙKÓ DIDÈ – Contracolonizar e Emancipar Saberes”, que atua na formação de professores e no desenvolvimento de práticas antirracistas em escolas da região.
Em Belmonte, suas ações têm ampliado debates sobre diversidade, territorialidade e valorização das culturas de matriz africana no ambiente escolar.
Reconhecimento institucional

Para a OAB, o trabalho da pesquisadora representa um avanço importante na promoção dos direitos humanos e na construção de uma sociedade mais inclusiva. A instituição destacou que sua atuação tem inspirado novas gerações e fortalecido o protagonismo negro nas políticas educacionais e culturais da região.
