A administração municipal de Girlei Lage despenca em uma espiral de descontrole total. Com o pedido de exoneração de Zeca Pataxó do comando da Secretaria de Agricultura, chega à marca revoltante de cinco secretários do primeiro escalão que decidiram abandonar o barco. Essa verdadeira fuga em massa não se trata de simples ajustes de equipe; é o atestado cru e definitivo de que o governo perdeu o rumo, a moral e qualquer resquício de governabilidade.
Quando secretários estratégicos preferem pular fora a continuar endossando a atual condução do município, a narrativa governista de que “está tudo bem” cai por terra, revelando um cenário escancarado de desorganização, incompetência crônica e miopia política.
Enquanto a nau municipal afunda em brigas internas e rupturas sucessivas, a população sofre com o abandono e cobra respostas que jamais chegam. A gestão isolou-se em sua própria ineficiência, transformando a máquina pública em um palco de crises e estagnação.
Diante desse verdadeiro colapso institucional, a pergunta que ecoa implacável nas ruas e nos bastidores da política é uma só: com que moral, com que cara e com que credibilidade Girlei Lage ousa pedir votos para os seus candidatos nas urnas?
Na política de verdade, apoio se conquista com trabalho idôneo, seriedade e respeito à população — pilares que essa gestão destruiu há muito tempo. Confiança não se impõe na base da conversa fiada e nem se compra em palanque, especialmente quando o próprio prefeito assiste, acuado e impotente, ao desmoronamento absoluto do seu desgoverno. É o fim da linha para uma administração que sucumbiu ao próprio peso.
