EDITORIAL : O Circo de Papai Papudo Flopou

Por Redação

Meus caros leitores, la pras banda de uma terra não tão distante em ue visitei nesse inicio de festejos juninos, existe um sujeito que, no auge do seu delírio de grandeza, se autoproclama a “última bolacha do pacote”. Coitado. O que ele esquece e o que todos nós, vizinhos e moradores, já percebemos há muito tempo  é que, nessa história, a última bolacha nunca vem inteira. Ela sempre chega esmigalhada, esfarelada e, convenhamos, ninguém em sã consciência tem coragem de levar para casa.

O tal “Papai Papudo” decidiu que a estratégia para manter o seu espaço era descer ao nível do bizarro. Vestiu a fantasia de palhaço, montou um cenário, fez até gracinha, mas a verdade é uma só: a audiência é um espelho, e a dele está trincada. Não bate nem 100 visualizações. É a solidão de quem grita para o vazio, em uma cidade onde todo mundo sabe quem é quem, e o desespero de quem, por um milagre, conseguiu um lugar à mesa, mas esqueceu que o banquete está com os dias contados.

O apelido de “Chupeta de Baleia” pegou, e não é por acaso. O homem está em parafuso. Ele olha para o calendário e vê o relógio correndo. O medo é palpável: o “patrão” sabe que, quando a boquinha fechar e a moral acabar, ele não passará de um zero à esquerda. Um ex-qualquer-coisa, sem a pompa, sem os privilégios e, principalmente, sem o séquito de bajuladores que hoje o sustenta.

Mas o que embrulha o estômago de quem observa de perto, aqui nos limites desse município onde emana leite e mel, não é a palhaçada digital. É o modo operante. O “Papai Papudo” trata sua equipe como se fossem servos de senzala. Pessoas que precisam se dobrar aos seus caprichos privados, carregando tralha e servindo de degrau para o projeto pessoal de um homem que confunde poder público com coronelismo particular.

E, claro, como todo bom personagem dessa estirpe, não falta o cheiro de enxofre da “rachadinha” sim, até nos ingressos tem. É o sustentáculo de sua existência, o lubrificante que mantém a máquina rodando enquanto a cidade observa tudo de camarote.

Não há comparação melhor do que aquela velha cena de touro mecânico. O “Papai Papudo” é exatamente isso: faz um barulho infernal, gira, dá coice, tenta intimidar e faz pose de perigoso. Mas todo mundo aqui sabe que ele é uma máquina presa a um motor que não é dele.

Ele é uma fraude mecânica. Ele só dança conforme a música que o dono da ficha escolhe. E o pior: todo mundo ali parado em volta já está contando os segundos para ver o operador desligar a máquina. Quando a energia cair, o “touro” para de girar, a máscara de palhaço perde a graça e o que sobra é apenas um monte de ferro velho, sem força e, acima de tudo, sem serventia alguma.

O show acabou, “Papai Papudo”. O público da cidade já foi embora e, desta vez, não há ingresso que pague o vexame de ser esquecido.  Já estou querendo voltar para essa cidade… e nem estou falando de circo…

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