Santa Maria Eterna esperou por décadas por algo que hoje parece básico: poder pegar o celular e falar com quem está longe. A chegada do sinal da Vivo coloca Iêdo Elias no centro de uma conquista que muda a rotina de uma comunidade inteira.
Há conquistas que chegam com festa. Outras chegam silenciosamente, mas transformam a vida das pessoas. A chegada do sinal de telefonia móvel a Santa Maria Eterna pertence às duas categorias.
Durante anos, o distrito conviveu com uma realidade difícil de aceitar em pleno século XXI: a ausência de telefonia celular. Moradores precisavam lidar com as limitações de comunicação para falar com familiares, comerciantes, trabalhadores e até buscar auxílio em situações de emergência.
A ativação do sinal da Vivo, anunciada em 28 de setembro de 2026, encerra esse capítulo. E, nesse momento, é impossível não reconhecer o papel desempenhado pelo prefeito Iêdo Elias na mobilização em torno dessa demanda.
Não caiu do céu. Houve cobrança, articulação e persistência
É importante fazer uma distinção: a instalação de uma rede de telefonia envolve empresa, infraestrutura e diferentes instâncias do poder público. Portanto, não seria correto atribuir tecnicamente a instalação exclusivamente a uma pessoa.
Mas também seria injusto ignorar quem colocou a demanda na agenda, quem cobrou, quem buscou caminhos e quem continuou insistindo até que o problema começasse a ser resolvido.
E é justamente aí que aparece Iêdo Elias.
Em abril de 2025, a própria gestão municipal já registrava a busca pelo sinal de telefonia para Santa Maria Eterna e Boca do Córrego. Em dezembro daquele ano, os dois distritos foram incluídos na segunda fase do Programa Fala Bahia, que previa a implantação de infraestrutura de telefonia móvel.
Ou seja: não foi uma reivindicação que apareceu ontem. Foi uma demanda perseguida ao longo da gestão.
E aqui está a pergunta que precisa ser feita
Se Santa Maria Eterna passou tantos anos sem sinal, por que uma necessidade tão básica demorou tanto para ser enfrentada?
Essa pergunta não precisa transformar antigos gestores em vilões. Mas também não precisa apagar a história.
Durante diferentes administrações, a comunidade continuou esperando.
Agora, a realidade começa a mudar.
E é justamente essa diferença que o morador percebe: não importa apenas quantas promessas foram feitas no passado; importa quem conseguiu transformar uma reivindicação em resultado concreto.
Iêdo Elias e a política de sair do gabinete
Há uma característica que merece ser destacada na atuação de Iêdo Elias: a disposição de levar as demandas de Santa Maria Eterna para além dos limites do município.
O prefeito já havia participado de audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia para defender a pavimentação da ligação entre Santa Maria Eterna e a BR-101, tratando a infraestrutura do distrito como uma questão estratégica para Belmonte.
Também participou de articulações relacionadas ao chamado desvio da BR-101 e às intervenções necessárias para melhorar a mobilidade da região.
Isso ajuda a explicar uma visão de gestão: Santa Maria Eterna não pode ser tratada como uma comunidade distante que deve esperar sua vez.
Quem ama uma comunidade não espera a solução chegar
Existe uma diferença entre administrar e simplesmente ocupar uma cadeira.
Administrar é identificar aquilo que falta, ouvir a população, bater em portas, procurar parceiros, insistir diante da burocracia e continuar cobrando quando a solução demora.
É esse aspecto que o editorial quer destacar na figura de Iêdo Elias.
A chegada do celular pode parecer pequena para quem vive em uma cidade coberta por antenas. Para quem passou anos convivendo com o silêncio do telefone, entretanto, é uma mudança gigantesca.
É poder ligar para um filho.
É poder receber uma ligação.
É facilitar uma negociação.
É chamar ajuda.
É melhorar a comunicação de uma propriedade rural.
É permitir que um comerciante tenha contato direto com clientes e fornecedores.
É aproximar Santa Maria Eterna do restante do município e da região.
O resultado fala mais alto
A Prefeitura de Belmonte atribui à articulação institucional da gestão parte importante do processo que levou à chegada do serviço. A própria administração municipal também anunciou que pretende continuar buscando investimentos e serviços para comunidades rurais.
E talvez essa seja a maior lição desse episódio:
quando uma demanda antiga encontra uma gestão disposta a insistir, aquilo que parecia impossível começa a acontecer.
Santa Maria Eterna esperou demais.
Mas hoje pode olhar para o celular e finalmente ver aquilo que durante anos parecia distante: barras de sinal.
E, nesse momento, o nome de Iêdo Elias inevitavelmente estará associado a uma das conquistas mais simbólicas para o distrito em décadas, não porque um prefeito deva receber sozinho o mérito por uma obra que envolve vários atores, mas porque liderar também é cobrar, articular, persistir e não aceitar que uma população continue esquecida.
Santa Maria Eterna ganhou sinal.
E, para quem conhece a história de isolamento da comunidade, isso significa muito mais do que uma antena funcionando.
Significa que uma porta se abriu.
E a mensagem que fica é simples: quando existe disposição para correr atrás, o povo deixa de esperar e começa a conquistar.
